Pacientes com stents ureterais incrustados podem ser tratados em uma única sessão com abordagem endourológica combinada

Autores: Roberto Iglesias Lopes, Rodrigo Perrella, Carlos Hirokatsu Watanabe, Fabricio Beltrame, Alexandre Danilovic, Claudio Bovolenta Murta, Joaquim Francisco de Almeida Claro, Fabio Carvalho Vicentini

Objetivo

Descrever nossa experiência no manejo de stents ureterais retidos e incrustados utilizando uma abordagem endourológica combinada em sessão única.

Materiais e Métodos

Pacientes com stents ureterais retidos e incrustados tratados com abordagem endourológica combinada em sessão única, entre junho de 2010 e junho de 2018, foram avaliados prospectivamente. Os pacientes foram divididos de acordo com a classificação Forgotten-Encrusted-Calcified (FECal). Compararam-se carga de cálculos, intervenção cirúrgica, número de procedimentos até o estado livre de cálculos, tempo operatório, internação hospitalar, complicações, análise dos cálculos e taxa livre de cálculos entre os grupos. O teste ANOVA foi utilizado para variáveis numéricas, e Mann-Whitney ou Chi-quadrado para variáveis categóricas.

Resultados

Foram avaliados 50 pacientes com seguimento médio de 2,9±1,4 anos. Os grupos eram comparáveis em termos de idade, sexo, lateralidade, IMC, comorbidades, classificação ASA, motivo para passagem do stent e tempo de permanência do stent. A carga de cálculos foi maior nos graus IV e V (p=0,027). A nefrolitotomia percutânea foi o procedimento mais comum (p=0,004) nos graus IV e V. O número médio de procedimentos até o estado livre de cálculos foi 1,92±1,40, o tempo médio de internação foi de 4,2±2,5 dias, as complicações ocorreram em 22% dos casos e a análise dos cálculos revelou 66% de oxalato de cálcio. A taxa livre de cálculos foi menor nos graus III a V (60%, 54,5% e 50%).

Conclusão

A abordagem combinada endoscópica na posição supina é uma técnica segura e viável, permitindo a remoção de stents retidos e incrustados em um único procedimento. A classificação FECal parece ser útil para o planejamento cirúrgico.

Publicação

2022 – International Brazilian Journal of Urology