Prostatismo: O que é, sintomas e opções de tratamento para a HPB

A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino, cuja função principal é produzir e liberar parte do líquido seminal, responsável por cerca de 10 a 30% do sêmen, além de impulsioná-lo pela uretra durante a ejaculação. Pequena e com formato semelhante ao de uma maçã, a próstata pesa entre 10 e 22 gramas e está localizada logo abaixo da bexiga, envolvendo o início da uretra, canal por onde a urina é eliminada.

Embora o câncer de próstata seja amplamente conhecido, outra condição afeta muitos homens: a hiperplasia prostática benigna (HPB). Mais comum que o câncer, a HPB é uma doença que pode impactar significativamente a qualidade de vida de homens adultos e idosos.

Estima-se que cerca de 50% dos homens acima de 65 anos desenvolvam sintomas relacionados à HPB. Entre os fatores de risco estão a idade avançada, exposição ao hormônio testosterona e predisposição genética. Com o envelhecimento, as células da próstata, sensíveis à testosterona e à diidrotestosterona, começam a se proliferar, aumentando o volume da glândula. Esse crescimento comprime a uretra, dificultando o fluxo urinário e exigindo mais esforço da bexiga para eliminar a urina.

Sintomas da HPB

Os sintomas da HPB podem ser divididos em dois grupos:

Sintomas irritativos: Necessidade frequente de urinar, especialmente à noite (noctúria), sensação de esvaziamento incompleto da bexiga e ardência ao urinar.

Sintomas obstrutivos: Jato urinário fraco, fluxo entrecortado, gotejamento após urinar, dificuldade para iniciar a micção e, em casos graves, retenção urinária.

Diagnóstico e Tratamento

Homens com sintomas urinários devem buscar avaliação com um urologista. O diagnóstico inclui a dosagem do PSA (antígeno prostático específico), exame de toque retal e ultrassonografia para medir o tamanho da próstata.

O tratamento inicial geralmente é medicamentoso e pode incluir:

  1. Bloqueadores alfa-adrenérgicos: Relaxam as fibras musculares da próstata, melhorando o fluxo urinário (ex.: tansulosina e doxazosina).
  2. Inibidores da 5-alfa-redutase: Reduzem o tamanho da próstata ao bloquear a produção de diidrotestosterona (ex.: dutasterida e finasterida).

Nos casos em que os medicamentos não são suficientes, pode ser necessário recorrer a intervenções cirúrgicas. Técnicas minimamente invasivas, como ressecção ou vaporização da próstata via endoscopia, são amplamente utilizadas e oferecem recuperação mais rápida.

Conclusão

Sintomas urinários que interferem na qualidade de vida não devem ser ignorados. O acompanhamento médico é essencial para diagnosticar a hiperplasia prostática benigna e definir o tratamento mais adequado, proporcionando alívio e bem-estar ao paciente.