Autores: Fabio Carvalho Vicentini, Rodrigo Perrella, Vinicius M G Souza, Marcelo Hisano, Claudio Bovolenta Murta, Joaquim Francisco de Almeida Claro
Objetivo
Avaliar o impacto da posição do paciente nos resultados da nefrolitotomia percutânea (PCNL) em pacientes com cálculos renais complexos.
Materiais e Métodos
De julho de 2011 a julho de 2014, foram coletados dados prospectivos de pacientes submetidos à PCNL. Foram incluídos pacientes com cálculos complexos (Guy’s Stone Score 3 ou 4 – GSS – baseado em tomografia) e divididos de acordo com a posição utilizada durante o procedimento (prona ou supina). As variáveis analisadas foram: gênero, idade, índice de massa corporal, escore ASA, diâmetro dos cálculos, GSS, número de punções, local de punção, acesso intercostal e posicionamento do paciente. As complicações foram classificadas segundo a classificação modificada de Clavien, e o sucesso foi definido pela presença de fragmentos ≤ 4mm na tomografia do primeiro dia pós-operatório.
Resultados
Foram analisados 240 (46,4%) dos 517 procedimentos realizados no período do estudo classificados como GSS 3-4. Desses, 21,2% foram realizados na posição prona e 79,8% na posição supina. Ambos os grupos eram comparáveis, embora o acesso intercostal fosse mais comum nos casos prono (25,5% vs 10,5%; p=0,01). As taxas de sucesso, complicações, transfusões sanguíneas e tempos cirúrgicos foram similares entre os grupos. No entanto, houve mais lesões viscerais (10,3% vs 2,6%; p=0,046) e casos de sepse (7,8% vs 2,1%; p=0,042) na posição prona.
Conclusão
As posições prona e supina foram igualmente eficazes para PCNL em cálculos complexos e não impactaram as taxas de sucesso. Contudo, a posição supina esteve associada a menos casos de sepse e lesões viscerais.



